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sexta-feira, 27 de março de 2026

O MONTE HOREBE DA SOBERANIA BRASILEIRA


O MONTE HOREBE DA SOBERANIA BRASILEIRA 

Por: Sergio José Araujo da Silva. (27 de março de 2026)

Diz a tradição que os desertos não são apenas extensões de areia e silêncio, mas forjas onde o Eterno molda o caráter dos líderes e o destino das nações. Abaixo do sol, tudo se repete, e a história do Brasil, em sua marcha errante rumo à maturidade democrática, encontrou seu próprio Monte Horebe no alto de um prédio da Polícia Federal em Curitiba. Foram 580 dias de um recolhimento forçado que, para os olhos da fé política, transfigurou-se em um retiro espiritual e um mestrado de resiliência.

Ali, no isolamento da cela, o homem que já fora o "filho do Brasil" foi despido das glórias do passado para ouvir, no silêncio, o chamado para uma nova e derradeira missão. Não era mais apenas sobre governar, mas sobre libertar. O sistema político-econômico, um Egito moderno e financeirizado, mantinha o povo sob o jugo de um rentismo asfixiante, com taxas Selic estratosféricas que transferiam a riqueza do suor para o bolso de bilionários e bancos, transformando a nação em uma colônia de juros e exportação de matérias-primas, sob a vigilância cúmplice de um Banco Central autonomeado "independente".

O retorno desse Moisés contemporâneo em 2022 não foi um simples ato jurídico de restauração de direitos, mas o início de um novo Êxodo. A travessia do Mar Vermelho não se deu em águas, mas na superação do ódio inoculado por mídias golpistas e entreguistas que, diante da ausência temporária do líder, tentaram convencer o povo a adorar o Bezerro de Ouro das fake news e do Estado mínimo. A descida do "Monte Horebe/Curitiba" trouxe a tábua de uma nova aliança sóciopolítica: a união da experiência com a nova geração de luta.

A peça que faltava no quebra-cabeça da soberania foi encaixada no Palácio, no encontro de Moisés com seu Josué. O gesto de união com Guilherme Boulos não foi apenas um acordo de cavalheiros, mas uma unção diplomática e estratégica. Boulos, o líder das bases, o homem do povo no deserto das periferias, inicia ali seu "mestrado político" sob a tutela daquele que, pelo carisma concedido pelo Criador, conversa com todas as crenças, culturas e classes sociais sem barreiras ideológicas.

A marcha agora é acelerada. Se os hebreus precisaram de 40 anos para purificar sua mentalidade, o Brasil, armado com os anticorpos digitais da internet, dos celulares e da sabedoria distribuída pela IA, marcha por quatro anos intensivos. É o tempo de treinamento para que Josué/Boulos, ao receber o bastão nos idos de 2029, esteja pronto para a batalha final: derrubar as Muralhas de Jericó de um Congresso vassalo e entreguista, que insiste em assinar acordos de vassalagem para explorar minerais críticos com potências estrangeiras, como os EUA.

A travessia do Jordão está marcada, possivelmente, para 2030. Será o momento em que a Nova Canaã brasileira — o Brasil de 1º Mundo, soberano e digno — deixará de ser uma promessa para se tornar realidade? E o Criador Eterno, ao ver que a obra de libertação finalmente se completou, poderá abençoar a nação e conceder-lhe o merecido Sétimo Dia de descanso, em uma terra onde finalmente manarão leite e mel para todos os seus filhos? São respostas que o tempo, nos mostrará.

 Glórias Eternas sejam rendidas ao Criador de todas as coisas

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